segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Outono


Por aqui, estamos definitivamente no Outono. Começaram por ser dias de sol, com temperaturas amenas e uma ligeira brisa. Que souberam mesmo bem, depois dos dias muito quentes e húmidos do Verão. Aos poucos, os dias e as noites vão ficando mais frescos. Às vezes, lá vêm uns dias mais cinzentos e uns aguaceiros, que nos deixam logo mais taciturnos. Mas gosto de sentir as estações a mudar. Lentamente, para nos irmos habituando à ideia.

E depois temos o espectáculo da mudança de cor das folhas das árvores. O verde vai paulatinamente dando lugar aos mais variados tons de amarelo, laranja e vermelho. Lentamente, árvore a árvore, cada uma ao seu ritmo. Na zona onde vivemos, as ruas são todas ladeadas por árvores grandes e frondosas, pelo que assistimos diariamente a um espectáculo de cor, que nos ilumina os dias. Apetece mesmo andar a pé! 

Infelizmente, o tempo não pára e daqui a dias estaremos no mal-amado Inverno, a estação que eu retirava do calendário, sem hesitações! 












sábado, 12 de outubro de 2013

Tirem-me deste filme


Por aqui está tudo a ficar a postos para o halloween. Muitas abóboras, muitos espantalhos, muitos fatos de bruxa, vampiro, lobisomem, e coisas do género. A febre já começou há umas semanas e ainda temos umas semanas pela frente. Há que fazer render o peixe!

Nunca gostei destas celebrações, com dia marcado para nos divertirmos. Nunca gostei de me mascarar, de pregar partidas e muito menos que me pregassem partidas a mim – um dos meus traumas de infância/adolescência foi um Carnaval em Loulé!

A Mafalda e o Miguel facilitaram-me a vida. A Matilde nem por isso. Esta miúda só fica satisfeita com o pacote completo. E, por isso, já fui comprar um fato de vampira, umas abóboras e uns doces para o “trick or treat”. De cara alegre, claro! 










quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Windy City


Ontem passei o dia em Chicago. Uma cidade imponente, charmosa, luminosa. É a terceira maior cidade americana, com uma oferta cultural e comercial que rivaliza com a de Nova Iorque, numa versão mais “clean”. É também uma das cidades americanas mais violentas, mas quem limita a sua visita às zonas mais turísticas da cidade não sente insegurança. 

A primeira paragem foi no “office of homeland security” do aeroporto internacional de Chicago, para resolver um “pequeno” problema burocrático, causado por um funcionário distraído (incompetente?) do aeroporto de Boston, que se esqueceu de carimbar o meu passaporte quando entrei no país no dia 1 de Agosto de 2013.

A seguir, puro lazer!

Fui ao Art Institute of Chicago. Imperdível, qualquer que seja a duração da visita. Tudo vale a pena: a coleção, os edifícios, a cafetaria, a loja!  Foi uma visita muito rápida, pois o dia estava demasiado bonito para se estar dentro de portas. 

Passeei no Millennium Park,  mesmo ali ao lado, onde me sentei durante um bom bocado ao pé da enorme e popular escultura em forma de feijão (Cloud Gate), a observar as pessoas a brincar com a sua imagem reflectida naquela grande estrutura em aço.

E andei, andei, andei muito a pé. Tirei muitas fotos, entrei em algumas lojas e terminei onde comecei, a tomar um café no Starbucks mesmo em frente ao Art Institute of Chicago.

Depois foi rumar à Chicago Union Station, onde apanhei  o comboio de volta para Urbana-Champaign. 

O tempo voou. Ficou muita coisa por ver e fazer.
Fica para a próxima!












segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ninguém tem nada que saber o que estamos a fazer



Todos reconhecem a casa tipicamente americana: uma vivenda, com um enorme relvado à frente, muito verde e bem cuidado, com garagem, tabela de basket e, claro, a bandeira americana hasteada. Nunca são muradas e, regra geral, não têm qualquer tipo de cerca ou vedação a separar as casas entre si ou as casas da via pública.

A primeira parte é um estereótipo. Na verdade, a maior parte das casas não tem um relvado imaculado, uma tabela de basket ou sequer uma bandeira americana hasteada (pelo menos a maior parte das casas do meu bairro). Mas a segunda parte é a mais pura das verdades. As casas estão abertas a quem chega, ou a quem passa. Sem muros ou quaisquer outras vedações.

Algo que é muito raro em Portugal, onde as casas (vivendas), regra geral, têm muros à volta, por vezes altos. Quando comprámos a nossa casa no Restelo, mantivemos o muro à volta, mas fizemo-lo baixo. Quem estava de fora, podia ver o que se passava lá dentro e nós, lá dentro, podíamos ver quem chegava ou passava na rua. Mas era a exceção num bairro que, apesar de pacato, tinha as casas todas muradas, regra geral com muros altos e às vezes até protegidas com arame farpado. Constou-me que os nossos novos inquilinos já trataram de colocar uma vedação adicional por cima dos muros, para reforçar a privacidade. Já se entrincheiraram devidamente! Será mesmo necessário?






domingo, 6 de outubro de 2013

Vestígio da minha vida passada


Está a correr o prazo de 30 dias para eu apresentar as contra-alegações de recurso de um dos meus antigos processos.




Este foi um dos poucos processos que não entreguei a um colega antes desta mudança de vida.
Dentro do possível, acho que tenho que ser eu a acompanhá-lo até ao fim.
Porque é um processo relativo a uma empresa de um amigo.
Porque é um processo antigo e que acompanho desde o início.
Porque fui eu que fiz o julgamento.

Não deverá ser difícil fazer as contra-alegações – conheço o processo “de cor e salteado”; o julgamento correu bem; a sentença foi-nos 100% favorável; e principalmente porque temos razão!

Mas é como se tudo isto já fizesse parte do passado, a que custa um bocadinho voltar. Felizmente, já sei que é só uma questão de começar, que assim que o fizer o "bichinho" do Direito depressa volta e que as ideias e a escrita começam a fluir.

Mas também sei que não é isto que quero fazer o resto da minha vida profissional. Que estou cansada de tribunais, de processos e de prazos.  Que quero fazer outras coisas. 

Venham elas!